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  • Foto do escritorMarketing Acampoi

Condomínios se mobilizam para receber carros elétricos

Movimento parte de moradores que desejam carregar seus veículos na própria vaga de garagem



Os engarrafamentos das ruas de São Paulo ainda são marcados pela fumaça preta de combustível queimado, mas a tendência é que, no futuro, essas cenas sejam menos comuns. Com a expansão da produção e crescente popularização dos carros elétricos, eles devem se tornar mais sustentáveis.


No ano de 2022, o Brasil registrou crescimento de 41% na venda de carros elétricos, de acordo com levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). E um estudo da McKinsey projeta que o Brasil terá uma frota com 11 milhões de carros movidos a bateria elétrica até 2040. A perspectiva de avanço, entretanto, esbarra na falta de estrutura do Brasil para atender esse público.


A ausência de postos de carregamento e de uma infraestrutura adequada para os veículos elétricos nas cidades ainda cria resistência em potenciais compradores, desacelerando a velocidade desse desenvolvimento. No entanto, o poder público e entidades privadas já começaram a se mobilizar para tornar o ambiente mais propício aos carros elétricos.


Em São Paulo, por exemplo, a Lei n° 16.642 determina obrigatoriedade da instalação de tomadas de energia elétrica nas garagens de novos condomínios construídos no município. Sancionada em meados de 2021, a norma obriga que todos os edifícios novos possuam estações de recarga para veículos elétricos. Enquanto isso, os condomínios já construídos correm atrás para se adaptar.



Olhar dos condomínios


A preocupação dos condomínios com as questões ESG se mostra cada vez mais notável. Pelo menos é isso que indica o levantamento da CondoConta apontando que os condomínios brasileiros estão solicitando mais crédito para investir em energia solar do que em segurança. “Diante desse cenário, está aumentando a busca por atualizar a situação das garagens”, sintetiza José Roberto Graiche Junior, advogado especializado em Direito Imobiliário e vice-presidente do Grupo Graiche.


Morador de um condomínio no Paraíso, na zona centro-sul de São Paulo, ele usa a própria experiência para ilustrar o processo de atualização do setor. “Houve demanda de condôminos para a instalação de uma estrutura para carregamento de carros elétricos. O condomínio fez um estudo para entender a capacidade elétrica e entender o que era possível ou não fazer”, explica.


O laudo constatou que era possível que cada uma das 24 unidades do edifício pudesse contar com sua própria tomada. Realizaram um orçamento e a contratação do serviço precisou ser aprovada em assembleia. Atualmente, cinco moradores possuem um carro elétrico e fazem uso das tomadas de cobrança individual. Ainda assim, todos possuem um posto de recarga particular.


Graiche alerta que mesmo para os prédios que não conseguem oferecer opções individuais, é possível adaptar para quem deseja carregar seu carro elétrico por meio do rodízio de carregamento, por exemplo. “Você tem que dar condições iguais. Se hoje você tem apenas dois ou três pessoas usando, é necessário criar um sistema que os atenda e depois esteja preparado para acomodar a todos”, finaliza.

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